domingo, 20 de julho de 2014

CRÍTICA

SÉRIE TRUE DETECTIVE



As séries norte-americanas estão cada vez mais surpreendentes. True Detective é mais um grande sucesso. São oito episódios dirigidos por Cary Fukunaga, em uma trama consistente que apresenta como elenco Matthew McConaughey, Woody Harrelson e Michelle Monaghan. A trama central gira em torno de um crime cometido e que não foi desvendado. Dezesseis anos depois os dois detetives são chamados para prestar depoimento e a investigação recomeça. Em paralelo ao crime, várias histórias familiares circulam e deixam a série ainda mais especial. 

Rust Cohle, que é vivido por McConaughey, com o seu jeito enigmático e personalidade introspetiva, apresenta em cada episódio dilemas diferentes sobre a vida e a morte. Já Martin Hart, protagonizado por Harrelson, é exatamente o oposto, mas convive até certo momento pacificamente com o jeito estranho do seu parceiro. 

As diferenças entre ambos os unem de uma forma atípica. Eles completam-se, apesar do distanciamento de ideias. No entanto, toda a amizade vai por água abaixo em um dia fatídico, marcado por uma grande descoberta feita por Martin. 



Quando a dupla se desfaz, o drama pessoal vivido por McConaughey fica mais evidente. Ele torna-se a cada dia mais afeito as ideias existencialistas e niilistas e finalmente se entrega ao mundo insólito e vazio da Luisiana, enquanto Martin afunda-se cada vez mais nas contradições com o seu perfil de "homem de família". 

A direção de arte, fotografia, edição e a trilha sonora são espetáculos à parte. A abertura da série é belíssima. As sequências das imagens dos personagens são sobrepostas pela história do crime.



A música de abertura é um casamento perfeito com a imagem. O grupo mistura um pouco de folk music com bluegrass e outros gêneros. O estilo é bem peculiar na música de abertura (Far From Any Road) o grupo apresentada uma pitada de atmosfera sombria e misteriosa, bem ao estilo da trama.   



O final é cheio de segredos a serem desvendados. Uma das minhas únicas críticas a série é essa pitada de ocultismo em um roteiro que na minha opinião não cabia esse tipo de abordagem. O personagem de McConaughey também sofre uma mudança drástica que não agrada a uma parte do público. No entanto, nada disso muda a minha opinião a respeito da genialidade da série. Recomendo para todos que gostam de tramas investigativas. 

   



Um comentário: