domingo, 27 de maio de 2012

RESENHA DO FILME O CORVO


O corvo é o novo filme do diretor de cinema James McTeigue. Trata-se de uma história de ficção sobre os últimos dias da vida do poeta Edgar Allan Poe, cuja a morte é até hoje um mistério. 

A trama se desenvolve a partir de uma série de assassinatos cometidos por um maníaco que se inspirava nos contos de Poe. Com a ajuda de um detetive da cidade de Baltimore, Poe tenta impedi-lo de executar esses crimes. 

O título do filme é o mesmo de um dos poemas mais conhecidos de Poe. Nesse poema da escola ultrarromântica, um corvo pousa sobre o busto de Atenas, que representa a inexorabilidade da morte. O personagem principal, que sofre com a morte de sua amada é um arquétipo do próprio Poe, que foi marcado pela viuvez desde de jovem. 



O filme é levemente inspirado no poema, mas traz mais marcas dos contos policiais desse autor como, por exemplo, Os crimes da Rua Morgue, A carta roubada e O mistério de Marie Rôget. 

Alguns críticos ficaram insatisfeitos com a película, porque notaram uma breve semelhança com o filme de Sherlock Holmes, que saiu nos cinemas a pouco tempo. A maioria esperava que um filme que tratasse da obra de Edgar Allan Poe, fosse inspirado em seus contos de terror e morte, que são os mais famosos. 

Realmente existe uma semelhança entre as obras de Edgar Allan Poe e Arthur Conan Doyle. mas foi Conan Doyle que foi influenciado por Poe e não o contrário. Conan Doyle teve a ideia de criar Sherlock Holmes a partir de um personagem que aparece na maioria dos contos policiais de Poe. Trata-se de um homem excêntrico chamado Dupin, que tenta decifrar uma série de assassinatos bem enigmáticos para a polícia. 



Enfim, o filme é razoável, mas não se deve esperar uma obra de terror, pois se trata de um suspense policial como foi em Sherlock Holmes. Particularmente o filme foi do meu gosto, mas sei que ele não foi melhor porque a industria hollywoodiana tenta segurar as pontas para não entrar na falência, apresentando filmes de fácil "degustação". Boa parte do público não está preparado para obras transgressoras, mas para alguns elas ainda são muito bem vindas. 
       






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